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B.Live.

Aqui escreve-se. Não interessa quando, como, onde ou sobre o quê/quem...escreve-se por vontade, escreve-se por se achar que escrever é a maior arma antistress desta vida. Escreve-se por se acreditar, sempre e em tudo.

B.Live.

Aqui escreve-se. Não interessa quando, como, onde ou sobre o quê/quem...escreve-se por vontade, escreve-se por se achar que escrever é a maior arma antistress desta vida. Escreve-se por se acreditar, sempre e em tudo.

Todos falam da árvore de Natal, do presépio - e aí eu lembro-me daqueles grandes com musgo, farelo para fazer os caminhos, água a correr, o menino jesus... - a mesa enfeitada com os guardanapos e toalha de Natal, copos de pé, bacalhau, polvo, frango recheado e o meu avô e avó à mesa - que já lá não estão fisicamente. Não há presépio como antes, nem avós para dar a mão.

Agora somos menos, logo, há mais lugares vazios. Todos os que lá estão naquela mesa ao que parece se amam de verdade, eu acho que não. Vou sentir falta disto bem sei mas, o Natal mais do que consumismo ou amor tem sido o "bota abaixo". As conversas passam por "o teu curso não presta, o meu curso é melhor que esse", "eu é que trabalho não és tu", "tens muita moral para falar". A vizinha x é sempre pior que a y e o irmão z pode nunca se ter interessado verdadeiramente pelos pais para nada mas é sempre o mais querido e o melhor...

Sei que é melhor a família que temos do que nenhuma mas, isto faz-me confusão. O Natal devia ser incentivo, afecto, amor! E não me venham com a conversa de: "nunca te podemos dizer nada que ficas amuada!" Há coisas que magoam. Isso magoa. E magoa saber e sentir cada vez mais que aqueles que eu amo não eram assim. Não são assim. Fazem-me falta. Estes um dia também vão fazer, porque cada um é como é mas, até lá, magoam.

Avós são sempre avós. E bom senso, junto com o grande presépio, o amor e o carinho são coisas que ficaram em falta.

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