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B.Live.

Aqui escreve-se. Não interessa quando, como, onde ou sobre o quê/quem...escreve-se por vontade, escreve-se por se achar que escrever é a maior arma antistress desta vida. Escreve-se por se acreditar, sempre e em tudo.

Aqui escreve-se. Não interessa quando, como, onde ou sobre o quê/quem...escreve-se por vontade, escreve-se por se achar que escrever é a maior arma antistress desta vida. Escreve-se por se acreditar, sempre e em tudo.

B.Live.

19
Mar17

Tive tantos pais e agora só tenho um.


B.lieve

Tive tantos pais e agora só tenho um. Tive o pai do céu, tive o paí de sangue, o paiavô e o pai(drasto). Não gosto da palavra pai porque me faz pensar em coisas más. Pai? Pai do céu? Se houvesse pai do céu a vida não era tão injusta, não havia fome no mundo nem limitações que nos impedissem de realizar sonhos. Se houvesse pai do céu não havia pai nem mãe de sangue que abandonasse um filho. Mas é por haver um paiavô, que me amou em dobro, que me mimou em dobro, que me educou em dobro, que me abraçou em dobro, que me fez rir em dobro...que há um pai(drasto). O pai que ele me deixou sabendo que se ia embora primeiro que todos os outros. Não foi embora por vontade...mas foi. E deixou-me alguém que desde cedo tomou conta de mim como se eu fosse dele (embora que do seu jeito peculiar).

Mas, não há amor como o do coração, o daquele que preparou tudo para nunca me deixar sem chão. Deu-me a minha mãe, deu-me o meu pai, deu-me a minha garra...deu-me tudo o que era seu! Para eu nunca ficar sem chão.

 

17
Mar17

Nã...


B.lieve

Uma pessoa pensa assim: já que não tenho sucesso na vida, já que me falta dinheiro nos bolsos e segurança no que sou, vou fazer sucesso para os blogs! Já tive muitos mas, vai ser desta! Vou espelhar lá a minha alma. Mas não. Entretanto a vida corre e fecho-me num casulo.

Vou ser a próxima pipoca mais doce (mas sem identidade revelada e sem coisas de borla). Nã. Vou escrever como a querida Cocó na Fralda! Não...também não.

Acorda miúda! A escrita é um sonho bom e tornar a nossa escrita uma realidade que (alguns) admiram leva tempo!

(Hoje, disseram-me que tenho problemas de construção frásica...)

15
Mar17

Vivo com medo da "minha vida normal" ter prazo de validade.


B.lieve

Deixo de viver o hoje para pensar no amanhã, no depois, no depois. Destrói-me psicologicamente, vivo de "e ses", de ansiedade, de medo de perder o (pouco) que tenho agora. Vivo com medo de não conseguir terminar o meu curso, vivo com medo do dinheiro ser a causa do fim de um sonho, de vários sonhos. Vivo com medo da "minha vida normal" ter prazo de validade.

Quero começar a viver no hoje, a "reconstruir-me", a ter certezas e não medos. Quero ser uma jovem capaz de cumprir sonhos, quero ser livre e, gostava que o dinheiro, ou a falta dele, deixasse de ser um entrave até para as coisas mais simples...

Quero poder ser feliz!

27
Jan17

Hoje foi dia de sorte


B.lieve

Atenção que, pode não parecer à partida mas, este é um post sobre mudanças, sobre alegria, sobre coisas boas!

E, afinal por aqui também se fala do que é bom.16195558_10155083518714916_2855593950105967261_n.j

 

Lembram-se deste post? Aqueles que me ajudam financeiramente continuam inseridos naquela que é (actualmente) a classe média baixa, eu vou continuar a contar os trocos ao fim dos dias, ao fim da semana e do mês. Vou contar os trocos, procurar a marca dos alimentos mais baratos, mas penso que não vou resmungar mais tanto com o ponteiro da gasolina nem com o "condutor" sempre que ele acelerar. 

Às vezes sobrevive-se e não se vive.

Eu, vou mudar-me para a cidade. Vou deixar (espero eu) de estar enclausurada. Vou viver em pleno (e não só para as chatices do dia-a-dia)! Vou ser livre. E, ao que parece, vou conseguir poupar mais do que poupava até agora - porque na verdade é poupando que se consegue ter alguma coisa no futuro.

É verdade, existem dias que são de sorte...hoje foi um deles! Oficialmente inaugurado como o dia da pechincha!

Amanhã é dia de mudanças!

23
Jan17

Filme: A street cat named bob


B.lieve

Vi ontem o filme "A street cat named bob" e foi um grande murro no estômago, foi um acordar para a realidade de como a vida pode ser mais cruel do que tudo. Mexeu-me com as entranhas ver alguém a pedir comida, o empregado recusar dá-la porque faltam cêntimos para a poder pagar na totalidade e, mete-la ao lixo mesmo à frente de quem precisa. Mexeu comigo, porque eu sei que a vida dá tudo a uns e quase nada a outros mas, ver é diferente. Mexeu comigo porque o azar de ir pelo caminho errado muda tudo...mas também não há nada que não se solucione a não ser a morte. E este filme foi o reflexo disso mesmo. A vida pode mesmo ser mais cruel do que tudo só que não há dúvidas de que: quando temos um companheiro tudo muda. Começa a existir em nós a vontade de viver por sabermos que há quem acredite em nós. Neste caso, um companheiro de quatro patas mudou por completo a vida de um homem!

É inspirado numa história verídica, muito bem filmado e com momentos MUITO emocionantes.

 

 

20
Jan17

Haverá um futuro?


B.lieve

Estar nos vintes, ser estudante universitária, ter aqueles que me ajudam financeiramente inseridos naquela que é (actualmente) a classe média baixa é contar os trocos ao fim dos dias, ao fim da semana e do mês. Contam-se os trocos, procura-se a marca dos alimentos mais baratos, resmunga-se com o ponteiro da gasolina sempre que baixa, com o "condutor" sempre que acelera, com o dinheiro que foge por entre os dedos como que se de areia se tratasse, com uma negativa que se esperava e se lutou para que fosse positiva. Vive-se longe da cidade e os "passeios", esses, são para as aulas ou para as questões práticas do dia-a-dia.

Sou uma privilegiada por poder lutar por um futuro, por estar a crescer e saber o que é, desde cedo, sentir dificuldades das mais variadas. Lutei muito para chegar aqui. Consegui. Vou conseguindo. Estou-me grata a mim e aos meus. Volto a dizer: sou uma privilegiada por poder lutar por um futuro melhor - quando desde que nasci eu nem estava predestinada a ter um futuro, pelo contrário.Mas, a minha cabeça não pára de pensar: "que futuro terei eu?", "que futuro terá esta geração?", "Valerá a pena tanto esforço?". O amanhã é aflitivo. O desemprego é astronómico neste país, o medo é maior do que eu e bloqueia-me as entranhas. Eu, gostava de ser mais e melhor naquilo que faço.

Às vezes sobrevive-se e não se vive.

Espero no futuro não viver enclausurada mas livre e realizada. Espero vir a ser melhor naquilo que faço.

Quero tornar-me mais serena e menos aflita. Quero que os vintes me ensinem a viver melhor.

Porque há gente em melhores condições que eu mas, também em muito piores. Tenho de ser grata e aprender a crescer (a cada dia).

13
Jan17

Há uma coisa que me anda a deixar seriamente preocupada!


B.lieve

Estou em época de exames na Universidade. A minha mãe gasta dinheiro comigo para eu estar aqui e eu, que estudo durante dias seguidos para os exames chego lá e não consigo lembrar-me de n-a-d-a. Não por falta de estudo ou desleixo, simplesmente varre-se tudo.

Sinto-me impotente e triste com a ideia de que ela possa não acreditar que me estou realmente a esforçar mas que...não está a resultar! Posso vir a desiludi-la mas o que sinto é mesmo: frustração.

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01
Jan17

Os dois mundos e 2017


B.lieve

Passei a passagem de ano longe de casa. Aquela casa que já não sinto como minha! Aliás, o último fim-de-semana do ano passei-o contigo, num canto só nosso, com o pijama vestido, a comida na mesa, um bolo feito por nós e, ora a TV ora o sistema de som ligados! Terminámos a noite com um filme, adormeci como sempre.

Desejo um ano diferente, bom, calmo. Desejo felicidade, amor, amizade, esforço que se transforme em sucesso!

Quanto à familia, essa, quer que eu seja os outros e não quem sou. Exige aquilo que nunca os próprios foram capazes de ser e fazer. Espero orgulhá-los mas nunca viver refém das suas espectativas e dos seus quereres (sendo-o já mesmo sem querer). Liguei-lhes à meia-noite a desejar-lhes o melhor da vida mas, acredito que o que sonham ser o melhor para mim nem sempre o é. Não é pelo menos aquilo que eu pretendo alcançar.

Fazem o melhor que conseguem.

Assim sendo, que todos encontremos o nosso jeito de sermos felizes. Com o pijama vestido, a comida na mesa, um bolo feito por nós e, ora a TV ora o sistema de som ligados foi mais do que suficiente!

Que cada um no seu espaço seja capaz de respeitar e não de controlar ou exigir...que todos encontremos o nosso jeito de sermos felizes, é isso que desejo para 2017.

27
Dez16

O lado menos bom. As conversas natalícias!


B.lieve

Todos falam da árvore de Natal, do presépio - e aí eu lembro-me daqueles grandes com musgo, farelo para fazer os caminhos, água a correr, o menino jesus... - a mesa enfeitada com os guardanapos e toalha de Natal, copos de pé, bacalhau, polvo, frango recheado e o meu avô e avó à mesa - que já lá não estão fisicamente. Não há presépio como antes, nem avós para dar a mão.

Agora somos menos, logo, há mais lugares vazios. Todos os que lá estão naquela mesa ao que parece se amam de verdade, eu acho que não. Vou sentir falta disto bem sei mas, o Natal mais do que consumismo ou amor tem sido o "bota abaixo". As conversas passam por "o teu curso não presta, o meu curso é melhor que esse", "eu é que trabalho não és tu", "tens muita moral para falar". A vizinha x é sempre pior que a y e o irmão z pode nunca se ter interessado verdadeiramente pelos pais para nada mas é sempre o mais querido e o melhor...

Sei que é melhor a família que temos do que nenhuma mas, isto faz-me confusão. O Natal devia ser incentivo, afecto, amor! E não me venham com a conversa de: "nunca te podemos dizer nada que ficas amuada!" Há coisas que magoam. Isso magoa. E magoa saber e sentir cada vez mais que aqueles que eu amo não eram assim. Não são assim. Fazem-me falta. Estes um dia também vão fazer, porque cada um é como é mas, até lá, magoam.

Avós são sempre avós. E bom senso, junto com o grande presépio, o amor e o carinho são coisas que ficaram em falta.

23
Dez16

O adormecimento em contraste com a vida


B.lieve

Damos a nossa opinião, visionamos como era o passado e como gostavamos dele da maneira que ele era: com aqueles passeios, com aquela entreajuda, com aquele conhecimento que virou amizade, com aquela amizade que demorou tempo a decifrar e que depois de decifrada demorou tempo a evoluir. Haviam outras pessoas, haviam outros gostos que não só por mim, existiram desentendimentos mas resultou. Eramos um refúgio. Tu de mim e eu de ti. Passéavamos, riamos, espaireciamos, opinávamos sem medo da censura do outro - sabiamos que não o ia fazer. Hoje damos a nossa opinião, dou. Visionamos o passado como ele era e como gostavamos dele, eu visiono. Tu, pareces querer outra coisa diferente. Pareces querer parar de ser, existir, querer, viver, adormeces. Não sei viver com isso. Puxo-te para cima empurras-me para baixo porque, com certeza tu é que sabes da tua vida. E a tua vida já não a queres vivida queres adormecida. E eu pensava que a tua vida era a nossa e que a minha felicidade era a tua. Gosto de ti mas gosto-nos mais no passado. Fazes tudo por mim! Acredito. Subscrevo. Fazes tudo por mim menos por-te a pensar no que me fazes sentir com esse adormecimento, com esse distanciamento do que fomos. Fazes tudo por mim mas não sei se por nós.

22
Dez16

O agora.


B.lieve

Tinha-me esquecido da palavra pass aqui do place, entretanto passou-se o meu aniversário quase esquecido, muitas discussões, muitas exigências, muitas noitadas de estudo que para pouco serviram, muito amor, poucos sorrisos mas sinceros, pouca amizade mas boa! Estou agora na terra onde nasci para passar o Natal, com a família mas com o coração dividido. Tenho medo do futuro mas espero ter força para ele.

Continuo a precisar de um cantinho para extravasar sentimentos e o cantinho é este. Portanto, deixem-me exagerar enquanto isto me dá que depois passa.

19
Out16

Existem os preferidos e depois existem os esquecidos!


B.lieve

Ás vezes abraço-me tanta é a dor, abraço-me para que a dor não se espalhe e mais ninguém além de mim a veja. Quero mostrar-me forte, decidida, confiante e com um sorriso. Mas, a fraqueza apudera-se, a cara está pálida e corpo fraco. Agora apercebo-me que o corpo reage a certas quedas. Apercebo-me do quanto é triste o facto de, muitas vezes, alguém que sempre considerámos o nosso suporte, o nosso alicerce nos deixe cair. Seja por opção ou não dói, caraças. E não devia. Não é de um ano nem dois, são quase vinte e quatro mas...nem sempre gostam de nós como queremos que gostem. 

09
Out16

Comecei do zero.


B.lieve

Voltei pela primeira vez para um mesmo blog mas comecei do zero. Guardei os posts antigos numa pasta do computador, apaguei-os do blog, lavei-lhe a cara e, voltei. Mais crescida, mais perspicaz, com mais experiências na bagagem mas ainda com muito para aprender. 

A premissa deste blog continua a ser a mesma: Aqui escreve-se. Não interessa quando, como, onde ou sobre o quê/quem...escreve-se por vontade, escreve-se por se achar que escrever é a maior arma antistress desta vida. Escreve-se por se acreditar, sempre e em tudo. Principalmente na escrita, nas palavras. Nelas continuo a acreditar e a não saber colocar virgulas, só emoção.