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B.Live.

Aqui escreve-se. Não interessa quando, como, onde ou sobre o quê/quem...escreve-se por vontade, escreve-se por se achar que escrever é a maior arma antistress desta vida. Escreve-se por se acreditar, sempre e em tudo.

B.Live.

Aqui escreve-se. Não interessa quando, como, onde ou sobre o quê/quem...escreve-se por vontade, escreve-se por se achar que escrever é a maior arma antistress desta vida. Escreve-se por se acreditar, sempre e em tudo.

Neste tempo de ausência muito aconteceu. De bom e de mau. Não me lembro de muito, mas sim do essencial.

Os meus pais vieram à minha benção das pastas. Coubemos 6 pessoas num quarto minúsculo, dei faltas na universidade e aproveitei os dias para lhes mostrar este mundo - que nem eu ainda conheço  bem mas que é meu. Comi comidinha da mãe, vi noticias a todo o momento (hobbie do meu pai), passeei, fui feliz, andei preocupada com trabalhos da universidade, tentei despreocupar-me para aproveitar mas, com um peso nos ombros, fui ao mesmo tempo que preocupada, leve e feliz. Houve de tudo! Depois as frequências, os problemas no "paraíso" e hoje entrei de "férias"!

Os exames são daqui a uns dias, o Estagiar U em Agosto e o meu coração e a minha mente estão num frenesim que só me apetece despejar tudo aqui nesta página em branco e ir ali...tentar respirar de alivio. 

Tive tantos pais e agora só tenho um. Tive o pai do céu, tive o paí de sangue, o paiavô e o pai(drasto). Não gosto da palavra pai porque me faz pensar em coisas más. Pai? Pai do céu? Se houvesse pai do céu a vida não era tão injusta, não havia fome no mundo nem limitações que nos impedissem de realizar sonhos. Se houvesse pai do céu não havia pai nem mãe de sangue que abandonasse um filho. Mas é por haver um paiavô, que me amou em dobro, que me mimou em dobro, que me educou em dobro, que me abraçou em dobro, que me fez rir em dobro...que há um pai(drasto). O pai que ele me deixou sabendo que se ia embora primeiro que todos os outros. Não foi embora por vontade...mas foi. E deixou-me alguém que desde cedo tomou conta de mim como se eu fosse dele (embora que do seu jeito peculiar).

Mas, não há amor como o do coração, o daquele que preparou tudo para nunca me deixar sem chão. Deu-me a minha mãe, deu-me o meu pai, deu-me a minha garra...deu-me tudo o que era seu! Para eu nunca ficar sem chão.

 

Uma pessoa pensa assim: já que não tenho sucesso na vida, já que me falta dinheiro nos bolsos e segurança no que sou, vou fazer sucesso para os blogs! Já tive muitos mas, vai ser desta! Vou espelhar lá a minha alma. Mas não. Entretanto a vida corre e fecho-me num casulo.

Vou ser a próxima pipoca mais doce (mas sem identidade revelada e sem coisas de borla). Nã. Vou escrever como a querida Cocó na Fralda! Não...também não.

Acorda miúda! A escrita é um sonho bom e tornar a nossa escrita uma realidade que (alguns) admiram leva tempo!

(Hoje, disseram-me que tenho problemas de construção frásica...)

Deixo de viver o hoje para pensar no amanhã, no depois, no depois. Destrói-me psicologicamente, vivo de "e ses", de ansiedade, de medo de perder o (pouco) que tenho agora. Vivo com medo de não conseguir terminar o meu curso, vivo com medo do dinheiro ser a causa do fim de um sonho, de vários sonhos. Vivo com medo da "minha vida normal" ter prazo de validade.

Quero começar a viver no hoje, a "reconstruir-me", a ter certezas e não medos. Quero ser uma jovem capaz de cumprir sonhos, quero ser livre e, gostava que o dinheiro, ou a falta dele, deixasse de ser um entrave até para as coisas mais simples...

Quero poder ser feliz!

Atenção que, pode não parecer à partida mas, este é um post sobre mudanças, sobre alegria, sobre coisas boas!

E, afinal por aqui também se fala do que é bom.16195558_10155083518714916_2855593950105967261_n.j

 

Lembram-se deste post? Aqueles que me ajudam financeiramente continuam inseridos naquela que é (actualmente) a classe média baixa, eu vou continuar a contar os trocos ao fim dos dias, ao fim da semana e do mês. Vou contar os trocos, procurar a marca dos alimentos mais baratos, mas penso que não vou resmungar mais tanto com o ponteiro da gasolina nem com o "condutor" sempre que ele acelerar. 

Às vezes sobrevive-se e não se vive.

Eu, vou mudar-me para a cidade. Vou deixar (espero eu) de estar enclausurada. Vou viver em pleno (e não só para as chatices do dia-a-dia)! Vou ser livre. E, ao que parece, vou conseguir poupar mais do que poupava até agora - porque na verdade é poupando que se consegue ter alguma coisa no futuro.

É verdade, existem dias que são de sorte...hoje foi um deles! Oficialmente inaugurado como o dia da pechincha!

Amanhã é dia de mudanças!

Vi ontem o filme "A street cat named bob" e foi um grande murro no estômago, foi um acordar para a realidade de como a vida pode ser mais cruel do que tudo. Mexeu-me com as entranhas ver alguém a pedir comida, o empregado recusar dá-la porque faltam cêntimos para a poder pagar na totalidade e, mete-la ao lixo mesmo à frente de quem precisa. Mexeu comigo, porque eu sei que a vida dá tudo a uns e quase nada a outros mas, ver é diferente. Mexeu comigo porque o azar de ir pelo caminho errado muda tudo...mas também não há nada que não se solucione a não ser a morte. E este filme foi o reflexo disso mesmo. A vida pode mesmo ser mais cruel do que tudo só que não há dúvidas de que: quando temos um companheiro tudo muda. Começa a existir em nós a vontade de viver por sabermos que há quem acredite em nós. Neste caso, um companheiro de quatro patas mudou por completo a vida de um homem!

É inspirado numa história verídica, muito bem filmado e com momentos MUITO emocionantes.

 

 

Estar nos vintes, ser estudante universitária, ter aqueles que me ajudam financeiramente inseridos naquela que é (actualmente) a classe média baixa é contar os trocos ao fim dos dias, ao fim da semana e do mês. Contam-se os trocos, procura-se a marca dos alimentos mais baratos, resmunga-se com o ponteiro da gasolina sempre que baixa, com o "condutor" sempre que acelera, com o dinheiro que foge por entre os dedos como que se de areia se tratasse, com uma negativa que se esperava e se lutou para que fosse positiva. Vive-se longe da cidade e os "passeios", esses, são para as aulas ou para as questões práticas do dia-a-dia.

Sou uma privilegiada por poder lutar por um futuro, por estar a crescer e saber o que é, desde cedo, sentir dificuldades das mais variadas. Lutei muito para chegar aqui. Consegui. Vou conseguindo. Estou-me grata a mim e aos meus. Volto a dizer: sou uma privilegiada por poder lutar por um futuro melhor - quando desde que nasci eu nem estava predestinada a ter um futuro, pelo contrário.Mas, a minha cabeça não pára de pensar: "que futuro terei eu?", "que futuro terá esta geração?", "Valerá a pena tanto esforço?". O amanhã é aflitivo. O desemprego é astronómico neste país, o medo é maior do que eu e bloqueia-me as entranhas. Eu, gostava de ser mais e melhor naquilo que faço.

Às vezes sobrevive-se e não se vive.

Espero no futuro não viver enclausurada mas livre e realizada. Espero vir a ser melhor naquilo que faço.

Quero tornar-me mais serena e menos aflita. Quero que os vintes me ensinem a viver melhor.

Porque há gente em melhores condições que eu mas, também em muito piores. Tenho de ser grata e aprender a crescer (a cada dia).